
A maioria dos jogos baseados ou espelhados no D&D tratam do carisma de forma sintética e condensada. Isso pode ser ruim na hora de interpretarmos personagens com tal característica elevada ou muito abaixo da média.
Ele, o carisma, não é um atributo que diz somente se uma pessoa é divertida ou não. Ele é, na verdade, a soma de aspectos sociais que ditam o comportamento e os atos das pessoas numa vida em conjunto com diversos outros membros da sociedade.
Esses aspectos podem ser traduzidos por exemplo na aparência, no charme, na conectividade com a moda, na assertividade, na presença em si, na capacidade de influenciar outros, na manutenção do autocontrole em situações de tensão ou, resumidamente, em outras ramificações afins. Esses, elencados, são alguns dos ângulos que ditam a imponência, fascinação e dignidade do personagem no jogo, fazendo do Carisma um atributo mais complexo do que realmente parece se formos analisá-lo mais aprofundadamente.
Mas na maioria dos RPGs a temos sintetizada num único atributo homônimo. Então, como interpretar isso? Simples, avaliar se somente um dos aspectos é que tem mais influência perante os outros.
Talvez um Carisma entre 10-13 seja o suficiente para alguém piadista, que realmente não necessita ser um alguém a se espelhar. Mas é muito mais provável que um rei ou líder religioso, por causa de seu porte, aparência (não somente física) e capacidade de influência, tenha um carisma acima de 15 mesmo não sabendo contar uma única piada de português (rsrs). O que acontece nesse último caso é que um dos aspectos da carisma do rei é suprimido (= ser divertido), mas muitos outros são exaltados (= presença, influência, autocontrole...), fazendo seu atributo único e condensado chamado Carima ser justificadamente acima da média dos outros personagens do cenário.
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Pergunta rápida: na sua concepção, quanto de Carisma teria um personagem "lobo solitário", no estilo "badass/Wolverine" de ser?